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A comunicação e Deus

Quando se começa a estudar Comunicação, você se depara com vários casos de estratégias - os chamados cases - que surtiram efeitos por sua criatividade e eficácia. Lembro-me de uma dessas estratégias que obteve um sucesso gigantesco nos Estados Unidos.
Em meados da década de 70, explodiu naquele país a chamada liberação sexual. As mulheres, que antes eram subjugadas por uma sociedade extremamente conservadora e machista, começavam a se rebelar em busca de mudanças. E essas mudanças ocorreram. Muitas boas, outras tantas com conseqüências desastrosas: foi a era dos divórcios.
Essa era teve resultados imediatos na vida dos jovens americanos. Grande parte deles, por assistirem o desmembramento de suas famílias, começaram a abandonar seus lares. Diante da situação, onde milhares de jovens se aventuravam pelas estradas, esquecendo-se dos momentos de união nos lares, a velha e conservadora sociedade americana se assustou. Era preciso resgatar os filhos perdidos. Era preciso promover o retorno às famílias.
Foi criada então uma associação de pais que haviam sido abandonados e esquecidos. A associação contratou uma agência de publicidade que criou o comercial de maior impacto da TV americana. No filme, cenas de uma família unida era mostrada em branco e preto, em exaltação aos princípios de amor, paz e fé. No final da cena, um locutor repetia a frase: “Saudades? Eles também estão. Ligue para seus pais.
A plasticidade e a persuasão do filme provocaram congestionamentos nos troncos telefônicos. Milhares de ligações e, ainda melhor, milhares de jovens retornando ao seio de seus lares. Um telefonema foi capaz de reestruturar um dos principais alicerces da sociedade: a família.
Mas como nós, cristãos, podemos tirar proveito de uma história como essa? A resposta se torna simples à medida em que, infelizmente, temos vivido momento igual em nossas igrejas. De um modo geral, temos contribuído para que a igreja, nesse comparativo a nossa família, esteja se desmantelando. Alguns cristãos têm fugido, como os filhos americanos, e abandonado os pais, nesse caso, afastando-se de Deus.
Mas se um simples telefonema foi capaz de reerguer as famílias americanas, como poderíamos reerguer a família cristã? Resposta: também com um simples telefonema! Como? Fácil! Ligue também irmão para seu Pai. Mantenha um canal constante de comunicação com Cristo, não por telefone é claro, mas através da oração.
Precisamos resgatar e manter esse privilégio que nos foi concedido pelo Pai, de podermos nos manter em constante contato com Ele. Ore irmão. Ore com súplicas, com contrição, com amor. Peça, agradeça, converse, ame falar com seu Pai. Trabalhe em prol da manutenção de nossa família, o corpo da Santa Igreja. E nunca se esqueça: “Muita oração, muito poder. Nenhuma oração, nenhum poder!” E que Deus os abençoe.

Marcelo Mello

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