Não somos nada sem Deus em nossas vidas. Toda a honra e toda a glória, seja dada ao Rei Jesus!


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ANO I Nº 7 - NOVEMBRO DE 2000

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O Sacrifício

Rudnei Marques


Sacrifício significa oferta solene à Divindade; imolação de vítima em holocausto; privação de coisa apreciada; abnegação.
O sacrifício remonta aos primórdios da humanidade. Eram ofertas a Deus que se faziam antes do tempo de Moisés e a doação da lei, Gn. 4.3, 4; 8.20; 22-01. Os sacrifícios eram públicos (oferecidos pela nação) e privativos (oferecidos pelo indivíduo). Todos eles evoluíam a imolação de animais, Hb. 9-22. As primícias do campo trazidas em oferta a Deus, foram aceitas somente em virtude do sangue do altar, Lu. 2.2; 11; 14-16;5.11;12.

Havia dois tipos de sacrifício:


1) O holocausto - ou a oferta inteiramente queimada, ato de consagração completa do próprio ofertante;
2) A oferta da expiação do pecado, descrita em Lv. 6.24, a expiação da culpa (Lv. 7.1-10), não se fazia expiação pelos pecados temerários e crimes capitais, (Nm. 15,30,31), mas somente pelos (1) pecados involuntários; (2) crimes não capitais, tais como o furto, pelos quais já se sofrera o castigo; (3) pecados confessados pelo culpado, que incluíam ofertas de ação de graças, (Lv. 7.12), e as votivas e voluntárias - vs.16.

Os sacrifícios abrangiam as espécies:

1ª) A apresentação do sacrifício pelo ofertante;

2ª) A imposição das mãos na cabeça da vítima pelo ofertante conforme Lu. 16.21;

3ª) A imolação do animal;

4ª) O derramamento, ou espargimento do sangue (para casos especiais - Lv. 4.6; 6.30;16.14);

5ª) Ou alma do sacrifício inteiro, ou da sua gordura sobre o altar.

Sacrifício no sentido popular de hoje, é tudo aquilo que fazemos além das nossas forças, ou contra a nossa vontade. Pode significar também renúncia das nossas vontades e predileções, ou ainda aflição do nosso ego. Existem sacrifícios voluntários, ou seja, da nossa vontade, existem sacrifícios involuntários, isto é, contra a nossa vontade. Os sacrifícios voluntários são àqueles que não precisamos fazer, mas, de uma forma espontânea, fazemos. Os involuntários são àqueles que não queremos, sob hipótese alguma, fazê-lo, mas a situação, as circunstâncias, o momento nos obriga fazer. Na realidade, também o sacrifício mexe com o nosso ego.
Deus permite algumas vezes seus filhos passarem por momentos de sacrifícios para matar seu ego, o seu eu. Na verdade, a questão do sacrifício é até um tanto complexa para alguns cristãos, no momento em que devem se sacrificar para Deus, por amor a ele, não se sacrificam e, no momento em que não precisam se sacrificarem, se sacrificam, pensando que assim estarão agradando melhor a Deus, porém se esquecem que o sacrifício para Deus é um coração quebrantado, Sl. 51.17.
Todo esforço que fizermos para Deus ainda é pouco diante do que ele tem feito por nós, mas do que adianta muitos esforços e sacrifícios se os corações não são sinceros para com ele e quebrantado para ele? O maior e mais perfeito sacrifício foi realizado por Jesus na cruz do calvário.
Não mais precisamos nos sacrificar para obtermos a salvação e a cura de nossas enfermidades. No que tange a salvação, é só crer em Cristo para ser salvo, (At. 16.31; Ef. 2.8, 9; Rm. 10.09). E no que se refere à cura das enfermidades é tão somente crer no poder de Deus e ordenar a cura. Então, ficou claro que o único sacrifício exigido no caso é a fé, e “se creres verás a glória de Deus” (S. Jo. 11.40).
Os sacrifícios do antigo testamento, conforme retratamos acima, não eram perfeitos e suficientes em si para a remissão dos pecados, daí, a necessidade deles terem que ser repetidos todos os dias. Eles eram a sombra do sacrifício de Cristo. O sacrifício de Cristo deu a todos eles o real significado, portanto, Cristo fez o cumprimento do sacrifício. Ele é o sacrifício perfeito.

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