Não somos nada sem Deus em nossas vidas. Toda a honra e toda a glória, seja dada ao Rei Jesus!

Leia o Editorial
Coluna de Pastores
Estudos Bíblicos
Cultura Evangélica
Testemunhos
Cartas e e-mails
Agenda de cultos
Entrevista
Endereços de Igrejas
Fale Conosco!
Edições Anteriores
botao13.GIF (1123 bytes)
botao13-rodape.GIF (943 bytes)

3ª parte (continuação)
O QUE ACONTECEU COM O ARREPENDIMENTO?

David Wilkerson
Copyright © 2000 by World Challenge, Lindale, Texas, USA

O pastor americano David Wilkerson É um dos mais respeitados líderes cristãos deste século. Ele é o criador da instituição "Desafio Jovem", que trabalha na restauração de drogados e autor, entre outros, do livro "A Cruz e o Punhal", best-seller que conta seu chamado para trabalhar com jovens delinqüentes em Nova York.


Deste modo os Puritanos tinham certeza de que suas pre    gações atingiam o profundo, rompendo o solo rochoso da alma dos ouvintes. Seus sermões produziam arrependimento genuíno nas congregações. E por sua vez, isso ao longo dos anos produzia cristãos fortes, maduros e fiéis.

Hoje, no entanto, a maioria das pregações são semeadas sem arar. Escuto muito poucos sermões que vão além da superfície. Um arar profundo não objetiva apenas a enfermidade do pecado; ele cava até a origem da doença. Muitas das pregações que hoje escutamos enfocam o remédio, enquanto ignoram a doença. Oferecem receita sem providenciar cirurgia!
Lamentavelmente, fazemos com que as pessoas pensem que foram curadas do pecado, quando nunca souberam que estavam enfermas. Colocamos vestimentas de justiça sobre elas, quando nunca souberam que estavam nuas. Insistimos em que confiem em Cristo, quando nem sabem que necessitam confiar. No final, estas pessoas pensam "Mal não vai fazer, acrescentar Jesus à minha vida".

C.H. Spurgeon, o poderoso pregador inglês, disse o seguinte sobre a necessidade de arrepender-se:
"Creio que a penitência cheia de pesar ainda existe, apesar de ultimamente não haver ouvido muito dela. Nos nossos dias as pessoas parecem se precipitar rapidamente na fé...Espero que meu velho amigo arrependimento não tenha morrido. Estou desesperadamente enamorado do arrependimento; ele parece ser o irmão gêmeo da fé.

"Não entendo muito acerca da fé a olho seco; sei que fui a Cristo pelo caminho da cruz de prantos...Quando fui ao Calvário pela fé, fui com muito choro e súplicas, confessando minhas transgressões e desejando encontrar salvação em Jesus, e em Jesus somente."
Quando a Igreja de Times Square foi Fundada, Nós os Pastores, Durante os Primeiros Anos Pregamos a Lei
Por que pregamos a lei por tantos anos em nossa igreja? Fizemos isto porque muitos na nossa congregação se diziam cristãos - mas suas vidas não refletiam o que diziam.

Naqueles primeiros anos, muitos iam à frente ao final de cada culto. Repetiam uma oração pastoral e "aceitavam salvação pela fé". Mas a maioria destas pessoas nunca teve convicção do pecado; não experimentaram o pesar divino - e assim suas vidas não mostravam verdadeiro arrependimento.

Atores de teatro supostamente arrependidos professavam Cristo no domingo, mas voltavam às suas peças blasfemas durante a semana. Homossexuais oravam por salvação, mas seguiam em seu estilo de vida pecaminoso. Outros confessavam a Jesus em nosso altar, mas continuavam com suas relações adúlteras, fornicação ou uso de drogas.

Por isso é que trovejávamos condenação do púlpito! O Espírito Santo levou nossa equipe pastoral a expor todos os pecados, rebeldias e desobediência à sua palavra. Pregávamos um inferno tão quente que algumas pessoas se levantavam e iam embora dos cultos. E pregávamos um céu tão real, que os que transigiam tremiam diante da impressionante realidade da santidade de Cristo.
Nossa pregação da lei era absolutamente necessária naquele tempo. Era o espelho de Deus, revelando todo o segredo escondido. E isto levou as pessoas da nossa congregação à conscientização da profundidade do pecado.

Enquanto algumas pessoas corriam para fora, outras corriam à frente se arrependendo verdadeiramente. Uma dessas pessoas foi um ator de voz ressoante chamado David Davis. Ele se rendeu inteiramente a Jesus em verdadeiro arrependimento. E hoje, ele e a esposa pastoreiam uma próspera igreja em Israel, onde têm pregado Cristo por quase dez anos.

Enquanto a verdadeira obra do arrependimento estava cumprindo seu propósito em nossa igreja, o Espírito Santo nos levou a pregar a glória da graça. Ensinamos sobre a Nova Aliança, sobre o poder sobre o pecado através do Espírito Santo, sobre como andar na fé. Na verdade, começamos a edificar os santos.

Através de toda essa experiência, também descubrimos o perigo de somente pregar a lei, e de se concentrar primordialmente no pecado. Se as pessoas recebem uma dieta unicamente desta mensagem, elas começam a perder a esperança e chegam ao desespero, pensando: "Nunca chegarei lá." Constantemente elas olham para dentro de si mesmas, em vez de olhar para a cruz com esperança.

Mas quando uma igreja é do Senhor, pode confiar no Espírito de Deus para levar a mensagem da lei sempre que for necessária. Se Jesus observar seu povo caindo em uma "crença fácil", Ele mais uma vez trará a vara da lei sobre ele, com toda misericórdia e graça.
Veja, o arrependimento não é uma experiência única. Não é como um furacão que ocorre uma vez e se vai para sempre.
Tão pouco experimentamos o arrependimento somente em momento de crise, e depois falamos sobre ele o resto da vida. Não - o pesar pelo pecado deve ser nosso mestre constante!

Spurgeon testifica: "Livremente confesso que hoje sinto um pesar mais profundo pelo pecado do que quando aceitei o Salvador há trinta anos atrás. Odeio, hoje, o pecado mais intensamente do que quando estava sob condenação. Há certas coisas que eu não sabia que eram pecado, e agora eu sei que são. Atualmente tenho um sentido mais aguçado da vileza do meu próprio coração do que quando fui a Cristo no começo...

Continua na próxima edição

Comunique
um evento ou dê
sua sugestão

Correspondências
Caixa Postal 85585
Cep 27281-970
Volta Redonda - RJ

< Topo da página >

© Jornal Tabernáculo. Todos os direitos reservados. A reprodução é permitida desde que citada a fonte: "Reproduzido do Jornal Tabernáculo"