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caleb_art.JPG (9765 bytes)pr. Anderson Caleb


Pensar na profecia é uma prática antiga do povo de Deus. Mais de um quarto da Bíblia é profecia, e entre as profecias, estão as profecias escatológicas, que tratam especificamente sobre as coisas que acontecerão em um futuro próximo. Amante do assunto, o pastor Anderson Caleb, da Wesleyana de São Lucas, escreveu o primeiro de uma série de outros livros que lançará “Século 21 - Quanto tempo nos resta?”. Nesta entrevista ele fala sobre o ministério pastoral e destaca as razões pelas quais decidiu entrar na área literária.

Fale desta vocação em escrever livros temáticos.
Essa vocação é uma coisa antiga em minha vida. Creio que com 14 anos, já escrevia no jornal Voz Wesleyana (Órgão de divulgação Oficial da Igreja), na época, o pastor Pereira de Assunção era editor, jornalista experiente no Rio de Janeiro, ele lia minhas matérias e me incentivava. Desde garoto eu sentia esta chamada e foi crescendo em minha vida. Escrevi um ano para o jornal Folha da Cidade, de Volta Redonda, hoje extinto. Escrevi nas revistas A Seara e Jovem Cristão e no Mensageiro da Paz, todos da Assembléia de Deus.

Este é o quarto de uma série de livros rápidos que escrevi para que a pessoa comum leia. Tenho sonhos de escrever coisas mais profundas e discutir com mais detalhes alguns pensamentos. Escrever veio desde quando fui chamado para o ministério.

Percebendo a chamada para o pastorado, como o senhor se preparou?
O primeiro preparo que alguém recebe ao ser chamado é na sua igreja local e na sua vida. O seminário não é um local onde se prepara alguém para o ministério, no sentido completo. Começou no meu lar, meus pais cristãos, me criaram na presença de Deus. O berço de meu preparo teológico para o foi na Escola Bíblica Dominical, e em termos de caráter e personalidade, minha família. Minha igreja foi o primeiro laboratório onde comecei a pregar e a ensinar, exercer o ministério.

Depois veio o seminário como preparo acadêmico, depois dos estágios exigidos, efetivamente ingressei no ministério. O preparo é uma coisa de uma vida inteira, não de alguns anos. O seminário foi um capítulo deste preparo, não é só o conhecimento teológico que te prepara para o ministério, absolutamente.

Qual foi seu primeiro trabalho e qual foi a receptividade dele?
Meu primeiro título, na verdade foi uma apostila, assim que terminei meu curso de Direito, que fiz após ter terminado o curso de Teologia: “Noções de Direito Eclesiástico”. Percebi que havia uma necessidade dentro da Igreja, foi algo inédito, não havia nenhum título como esse nas editoras evangélicas. Hoje ainda, muito pouco se encontra, apenas um da Juerp e outro da CPAD. Escrevi este livro para auxiliar as lideranças em alguns assuntos que na época estava borbulhando, como as acusações de que a Igreja restaria praticando curandeirismo, charlatanismo e cultos ao ar livre, coisas deste tipo. Este livro foi bem aceito na denominação, principalmente pela liderança que foi seu alvo.

Como teve a concepção deste último livro
(Século 21 - Quanto tempo nos resta?) e porque resolver escrevê-lo?


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Sinceramente não imaginava que escreveria na área profética e escatológica. Sempre me dediquei mais à Teológica sistemática e ao relacionamento da Filosofia e Teologia. Mas um livro surge dentro da gente como uma chamada divina, é algo que nos queima, incendeia nosso coração. Essa coisa de coração aquecido é coisa de wesleyano, apesar de ser coisa de todos nós, faço menção à experiência de John Wesley, que em 24 de maio de 1738, sentiu seu coração extremamente aquecido. Eu também senti meu coração estranhamente aquecido para me dedicar ao estudo da profecia, isso culminou com os atos terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, que me fez refletir e pensar mais sobre as profecias.

Era um sonho antigo escrever sobre as profecias e escatologia e com esse fato histórico (o terror nos EUA) isso toma uma certa urgência dentro de mim. Assim surgiu o livro ”Século 21 - Quanto tempo nos resta? - Perguntas e respostas da palavra profética”. Tive o objetivo de esclarecer o povo de Deus e trazer esperança, pois o futuro é do povo de Deus.

O senhor percebe que o evangélico está dando o devido valor ao estudo escatológico? É importante o cristão buscar conhecimento nesta área?
Devemos conhecer todo o conselho de Deus, não podemos dar uma ênfase muito forte em determinada doutrina, abandonando as outras. Entretanto, a igreja brasileira vive muito de modismo. Em determinado tempo, o modismo foi discipular, depois foi a adoração, em outro tempo, batalha espiritual. Todo mundo só pensava em batalha espiritual, tudo era o inimigo. Ele foi reestudado e muita gente passou a pensar mais no diabo que em Deus dentro das igrejas.

Também houve um tempo da explosão escatológica, em que todos só pensavam nisso. Creio que é absolutamente necessário a Igreja conhecer a profecia, não só a escatologia, pois esta está dentro da profecia.

A palavra profética Bíblica, se cumpre de uma forma tremenda. É uma das grandes provas da existência de Deus. Deus existe por diversas razões. Creio nEle porque a Bíblia diz, a natureza revela que há um criador, e também porque tudo que Ele disse se cumpre. Quando começamos a estudá-las, percebemos que a Bíblia é um livro sério. É o único livro onde há profecias que se cumprem.
Vejam só o risco que os profetas correriam se as profecias bíblicas não se cumprissem, muitos poderia questionar. Profecias de 3 mil anos atrás sobre Israel, se cumprindo de uma forma tremenda, exatamente no tempo estabelecido.
O retorno de Israel é uma profecia extraordinária, veja quantas civilizações e impérios desapareceram, os persas, os medos, os babilônicos e os romano (ainda que creio que este voltará), e Israel está aí. As profecias sobre Jesus, cada detalhe de sua vida e morte foi profetizado centenas de milhares de anos antes dEle nascer.
Quem é que conhece o futuro senão Deus? A Igreja precisa estudar as profecias e a escatologia, conhecê-las para que tenha segurança, esperança e aumente sua confiança na Palavra.

Qual o propósito na produção deste livro? É para alavancar outros títulos? E qual o próximo projeto?
Este livro faz parte de uma série “Gente que pensa”. Esta expressão é uma chamada para a Igreja refletir, sem deixar de orar, estar debaixo da unção do Espírito Santo e viver a Palavra.

O livro ”Século 21 - Quanto tempo nos resta?” é o início de um projeto de um ministério de literatura que Deus me colocou nas mãos. Não fiz por uma editora para não demorar muito, e o senso de urgência não me levou a procurá-las. Esta obra vai alavancar outros projetos literários.

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