MISSÕES
JOVEM TRABALHA PARA JESUS NA SELVA
Fotos cedidas

O triste quadro da total falta de recursos

Irmã Sônia e irmã Rosiléia fazendo visita a uma família
Pai, mãe, irmãos, amigos, casa, escola e conforto. Essas são coisas que podem parecer
simples, mas que dão segurança a qualquer pessoa, principalmente aos jovens. Mas o que
faria uma jovem de apenas 21 anos abandonar tudo e partir para o meio da selva amazônica,
sem ao menos saber o que poderá encontrar? Resposta: amor à obra de Deus. Isso é a obra
missionária.
A jovem Rosiléia Apolinária, hoje com 27 anos, abdicou de todas as regalias para atender
a um chamado de Deus e, em 1994, se aventurou pela Amazônia para ganhar almas para
Cristo. Segundo conta a jovem missionária, o medo sempre foi uma das barreiras iniciais,
entretanto, quando Deus nos chama ele sustenta, afirma. E com essa fé,
Rosiléia começou a conquistar almas para Cristo.
Assessorada pela Assembléia de Deus e pelo projeto missionário da Rádio 88 FM, hoje,
Rosiléia trabalha no campo em Maués, uma pequena cidade ao Norte do Amazonas, cerca de
24 horas de barco distante da capital Manaus. Aliás, para Rosiléia, o transporte é uma
das principais dificuldades enfrentadas pelos missionários no Amazonas.
Mas as dificuldades não param por aí. Os caboclos e índios amazonenses possuem várias
crenças, o que dificulta sensivelmente o trabalho de evangelismo e os torna volúveis na
consolidação. Em todas as regiões vários curandeiros exercem domínio
sobre os locais e, a qualquer prova, tentam desacreditar o trabalho dos missionários.
A feitiçaria é a principal crença no Amazonas e isso nos põe em constante luta
contra os curandeiros, conta a missionária.
A Palavra de Deus mostra que é o Espírito Santo que convence o homem, e assim vem
acontecendo. Mesmo em meio a dificuldades, seguindo a tremenda onda de conversões que
toma conta de Manaus, também as localidades mais distantes da selva têm sido salvas pelo
Senhor Jesus. Mas o trabalho é duro, também devido às péssimas condições de
infra-estrutura.
- Todo o transporte para se alcançar as diversas aldeias do interior amazonense só pode
ser feito por meio de barcos. Muitas vezes, algumas viagens que nos grandes centros não
durariam algumas horas, na selva são completadas em dias - relata Rosiléia,
acrescentando que essas dificuldades causam baixas no exército de Cristo.
Há alguns anos, uma das missionárias, que trabalhava na mesma equipe de Rosiléia,
morreu, vítima de uma infecção intestinal que, muito provavelmente, poderia ser curada
se a missionária dispusesse de recursos. Infelizmente, a selva que a acolheu para o
trabalho de Cristo, também foi a responsável por sua morte.
Nada disso abala Rosiléia que, com entusiasmo, incentiva os jovens que reconheçam o
chamado de Deus para ingressarem nos campos da Amazônia. A Amazônia é muito
grande. Almas estão deixando de ser salvas. Precisamos de ajuda, conta a
missionária, que tem sua mensagem compartilhada pelo pastor Jorge Albertassi,
responsável pela igreja que ajuda no sustento de Rosiléia.

Alguns irmãos da pequena congregação da aldeia
- O tempo está passando e pessoas têm deixado de serem salvas. Precisamos continuar
enviando missionários aos campos. Me alegro em ver jovens se desvencilhando do mundo e
trabalhando para Cristo. Rosiléia é uma das pérolas de nossa igreja -
afirma com emoção o pastor, acrescentando que Deus tem abençoado as igrejas
missionárias.
Rosiléia Apolinária conta hoje com a ajuda de mais uma missionária, Sônia Márcia, de
Santa Catarina, ambas vinculadas à Assembléia de Deus de Maués, presidida pelo pastor
Cosme José Santos, e que conta com uma membresia de cerca de 300 pessoas. A jovem
continua sua luta para salvar almas no Amazonas, contando sempre com uma convicção:
Quando Deus chama, Ele provém.
SOCIAL
Não bastasse o serviço de conquistar almas para Jesus no meio da selva, o trabalho
missionário também se empenha para levar cidadania a um dos povos mais distantes e
esquecidos do país. Rosiléia Apolinário e os demais missionários no campo Amazonas
ministram aulas de alfabetização para crianças e adultos. Por meio das lições,
pessoas que não sabiam ao menos assinar seus nomes, hoje, já lêem passagens bíblicas,
o que auxilia inclusive no trabalho de consolidação dos novos convertidos.
Além disso, várias congregações estão sendo erguidas no meio da mata. A edificação
dos templos é feita por meio de mutirões, onde as próprias missionárias põem a
mão na massa. Na selva, ao erguermos nossos templos, também temos que
trabalhar como pedreiros e carpinteiros. E isso, para nós, também é um presente de
Deus, afirma a missionária, que pede a todos os irmãos que orem pelo trabalho
missionária no Amazonas.
E para aqueles que tenham desejo de enviar mensagens a jovem missionária, basta escrever
para:
Caixa Postal 81 - CEP 69190-000 - Maués - Amazonas - AM
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