Carta aberta
aos cidadãos do Reino
Ester 10:1-3
Marcos Clodoaldo é diácono em Volta Redonda
O trecho bíblico citado acima é o final de uma história de luta de um homem (Mandoquen)
e de uma mulher (Ester) pelo seu povo, os judeus. Durante muitos anos, os israelitas
estiveram cativos na Babilônia, onde reinava Nabucodonosor.
O sofrimento dessa população só terminou no dia em que um simples cidadão da tribo de
Benjamim, chamado Mordecai, resolveu introduzir sua filha de criação, Ester, no palácio
do rei Assuero, para participar de uma espécie de concurso de beleza, onde seriam
selecionadas as moças mais bonitas do reino. Aquela que caísse no agrado do rei seria
nomeada a nova rainha.
Ester foi a escolhida e, na condição de rainha, pôde interceder pelo seu povo junto ao
marido. Mandoquen, que vivia sentado à porta do palácio, ouviu dois funcionários da
corte tramarem um atentado contra ao rei. O judeu (Mandoquen) contou sobre a conspiração
a Ester que, por sua vez, avisou ao rei Assuero. O fato foi comprovado, mas por um mal
entendido, no lugar de Mandoquen, quem recebeu as honras foi Hamã, um agagita. Este homem
foi colocado num alto posto, acima de todos os príncipes do reino, e todos tinham que se
prostrar perante ele.
Mandoquen, no entanto, nunca reverenciava Hamã, uma vez que para ele, o único merecedor
de honras e glórias era o seu Deus. Sentindo-se ofendido, Hamã resolveu punir com a pena
de morte não somente Mandoquen, mas também todo o seu povo.
Dias depois, porém o rei acabou descobrindo quem, na verdade o havia livrado da morte.
Mandoquen foi premiado por Assuero com o título de primeiro-ministro e Hamã foi
enforcado na própria forca que havia preparado para o beijanito, por ter querido
exterminar o povo da amada esposa do rei e por tê-lo enganado, colocando-se no lugar de
herói no lugar de Mandoquen.
Como primeiro-ministro, Mandoquen tirou os judeus do cativeiro babilônico e fez, mais uma
vez, o nome do Senhor ser exaltado. Esta história mostra a importância de ter pessoas de
Deus intercedendo pelo povo de Deus junto aos governantes. Os cristãos, hoje, podem ser
comparados aqueles judeus que viviam cativos, sujeitos às leis que prejudicavam o povo de
Deus. É exatamente isso o que acontece no Brasil.
Precisamos de Mandoquens lutando pelo nosso povo afim de derrubar os
Hamãs de hoje interessados em derrubar a obra de Deus.
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