Não somos nada sem Deus em nossas vidas. Toda a honra e toda a glória, seja dada ao Rei Jesus!


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ANO I Nº 9 - JANEIRO DE 2001

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Série mostra falta de inspiração e infidelidade à Bíblia

Lamentavelmente, o que poderia ser uma grande oportunidade de mostrar a verdadeira história de Cristo, foi na verdade um golpe que pode causar estragos à vida de milhares de pessoas, até cristãos. A rede Globo exibiu este mês, uma série em capítulos, que conta a história de Jesus. Muito sugestivo, não fosse a infidelidade do filme à Bíblia. Não é preciso conhecer a Bíblia a fundo para perceber que se trata de uma obra infundada e com intenções escusas e duvidosas.
Uma análise superficial da produção nos estimula a imaginar que, de uma maneira ou outra, o Evangelho está sendo pregado. Estamos examinando esse Jesus impostor da tevê à luz da revelação, e conseguindo desmascará-lo perante nossos filhos e vizinhos, por meio da Bíblia?
Deturparam a imagem de Jesus, blasfêmias foram acrescentadas, coisas que nem de leve a Bíblia deixa dúvida de que isso possa ter acontecido. Que isso sirva de lição para que possamos abrir ainda mais os nossos olhos e vermos com os olhos espirituais o que está por trás das coisas.
A série mostrou um Jesus vacilante e que teria pecados. Podemos crer que muitos evangélicos se sentiram tentados a assistir o que seria, “um bom filme”, mas fomos golpeados pelas inverdades ali mostradas, nos causando repúdio contra tal blasfêmia. Temos amor às almas perdidas e odiamos as ferramentas de satanás para minar o coração dos não crentes, causando-lhes inconsciente deterioração espiritual a médio prazo.
O filme pode causar um péssimo efeito aos que não conhecem a palavra e a narrativa Bíblica de sua vida. Sabemos que a humanidade há tempo está sendo condicionada pela mídia para a “volta” de um falso Cristo. Não é exagero pensarmos que a anunciada personificação de Cristo por satanás já está sendo preparada por meio desses falsos Cristos do cinema e da tevê, as escolas bíblicas de satanás.
A série inicia-se com a insinuação de um Jesus completamente apaixonado por Maria, irmã de Marta e Lázaro, mas sem coragem para assumir o romance. Maria o pressiona a decidir-se e Jesus desiste, mas “a escolha da melhor parte” feita por Maria e elogiada por Jesus adquire duplo sentido. A “prostituta vestida de vermelho” é mostrada apenas como uma das formas da manifestação satânica na tentação do deserto, onde Jesus é provado quase chegando ao limite de pecar.
Jesus pergunta a João Batista se “pode” ser batizado, e esse diz que só se Jesus se “arrepender” de seus pecados. A Bíblia diz em Mt 3.13-14 que João Batista dissuadiu Jesus de ser batizado, por achar que ele é quem deveria ser batizado por Jesus. Mas cumprindo a vontade de Deus, Jesus foi batizado. Na série, João Batista não reconhece a santidade de Jesus e condiciona Seu batismo à confissão de Seus pecados. Para completar, o batismo é feito por aspersão, em lugar de imersão. Um absurdo, pois Jesus nunca pecou.
Mostraram um homem revolucionário sem certeza de sua causa e não um Deus Poderoso que se entregou para morrer pelos nossos pecados vindo a Terra certo do que deveria fazer. Lamentável, mas o que se poderia esperar dessa TV? Usaram de um ator para fazer o papel de Jesus, cuja beleza era notada, enquanto a Palavra de Deus diz que nele não havia formosura. O pior de tudo isso é que fizeram da imagem de Jesus um homem fraco, que não sabia como começar o que Deus queria Dele, e só começou porque sua mãe, Maria, pediu e também porque era o desejo de seu pai, José, que havia morrido.
Quem resistirá a um Jesus bonitão, brincalhão e condescendente com todas as faltas humanas? É esse o Jesus que aguardamos? É esse o Jesus de quem pregamos? Embora hoje esteja à direita do Pai como nosso advogado, o Jesus que está para chegar é o Jesus Juiz. Aquele que traz o veredicto sobre o destino final de cada um de nós. Se não o anunciamos dessa forma, estamos colaborando para que a humanidade seja enganada pelo falso Cristo, que virá primeiro.
O filme mostrou um personagem indeciso e completamente submisso a seu pai terrestre. Ele se vê forçado a iniciar o ministério somente após a morte de José que, em suas últimas palavras, desafia-o a libertar Israel e cumprir sua missão. O falso Evangelho do Anticristo, a influência de Maria sobre o ministério de Jesus é exacerbada; é ela quem decide tudo por Ele. O objetivo é muito claro: reforçar a idéia do suposto papel de Maria como Mediadora entre Deus e os homens. Jesus é caracterizado como um irresponsável capaz de deixar dois de Seus discípulos esperando do lado de fora de sua casa por dois dias e uma noite, enquanto dormia tranqüilamente e sonhava com o pai já falecido.
Para completar o quadro blasfemo, Maria recorda a Jesus um incidente de Sua infância em que teria ressuscitado a um passarinho, depois de o ter matado sem querer com uma pedrada. De nada nos adianta forçar os gigantes das comunicações mudarem suas programações, mas cabe a nós escolher a melhor parte, como o próprio Jesus disse. Façamos de nossos olhos o elo principal de comunhão com Deus. Sempre que algo pareça não combinar com nossa conduta de cristão, troque de canal e seja fiel a um Deus que a tudo vê.

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