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Metodista Central de Volta Redonda:
59 anos de testemunho e fé

Durante esses últimos dias estive olhando algumas fotos do início da Igreja Metodista Central de Volta Redonda, colecionadas com muito carinho pelo meu pai ao longo dos seus quase oitenta anos. Tomando-as nas mãos, descubro que essas fotos revelam a história de muita gente, que sem olhar para trás, como Abraão, “saiu da sua casa e da sua parentela para uma terra onde haveria de manar o leite e o mel”. Migrantes brasileiros, que vieram de todos os pontos do Brasil, das Minas Gerais, dos Sertões, do Nordeste, Pernambuco, Ceará, Sergipe, Maranhão e Bahia. Capixabas, paulistas e cariocas, e outros, estes sim, imigrantes de uma terra distante, onde se falava o “inglês”.

Pouco a pouco foram chegando. Eram jovens: homens e mulheres, em busca de novos horizontes, em busca de melhores dias e um enorme desejo de construir aqui uma nova realidade e fizeram deste Vale do Paraíba a sua Terra Prometida.
Contudo, no começo, nem tudo eram flores. Desterrados da sua parentela, vinham chorar às margens do Rio Paraíba do Sul a sua sorte. Distantes daqueles a quem amavam, distantes da sua terra, da sua gente, distantes da sua história, do seu lugar comum.
Naquela época, tudo aqui era apenas uma fazenda agropecuária. Tinham cafezais, laranjais, limoeiros, eucaliptos - plantações que dera origem aos diversos bairros de nossa cidade, e é claro, criação de gado e cavalo e animais de menor porte.
Na explosão de uma guerra insana e na aurora do desenvolvimento industrial brasileiro, descobriram nas Terras do povoado de Santo Antônio, o local ideal para a construção de uma usina siderúrgica.

Para muitos de nossos pais e avós, era a oportunidade de um novo começo. Assim vieram eles e elas, sozinhos, dois a dois, ou em famílias inteiras, construir uma siderúrgica; erguer uma cidade; uma cidade do aço.
A nossa siderúrgica e a cidade de Volta Redonda têm a digital, o suor e o sangue de muitos de nossos irmãos e irmãs. Gente que lutou para fazer desta cidade um lugar digno para criar seus filhos. Deixaram tudo para trás. Contemplaram esse Vale e para cá vieram há 60, 50 ou 40 anos atrás.

Vida e morte cruzaram seus caminhos. Choro e lágrima, risos e festas. Com esforço e esperança construíram muito mais que uma cidade ou uma usina: construíram suas vidas, alicerçados na fé que tinham em Deus e na força de suas mãos. Construíram também a Igreja Metodista Central de Volta Redonda que nos acolhe e que hoje celebra 59 anos de organização.
Não eram super homens, mas gente como a gente. Uns peões, ou como meu pai falava: “arigós”; outros, doutores e engenheiros. Contudo, o mais belo, já diziam os mais experimentados na fé do que eu, era que na adoração a Deus eram todos iguais, irmãos em Cristo.

Gente como a gente, que descobriram na Palavra de Deus, a fé genuína que sustentou homens e mulheres nos idos anos 1942 e que alimentou o sonho de serem “bem-aventurados” diante de Deus, assim como a fé de homens e mulheres, que viveram perto da gente, dos quais muitos ainda vivem, e que também foram e ainda são exemplo de fé na aventura de viver segundo o “coração de Deus”.
A Igreja Metodista Central está celebrando 59 anos de organização. Ela foi a primeira Igreja Evangélica a se organizar em Volta Redonda, no dia 14 de julho de 1942 e se constitui, hoje, muito mais que um belo templo na Avenida Paulo de Frontin. Se olharem bem, verão dentro de suas portas homens e mulheres interessados no bem estar integral do homem. Homens e mulheres que buscam no dia a dia o ideal de viver para servir, anunciando Cristo como Senhor e Salvador.

Também, como no passado, nós podemos dizer: Ebenezer: Até aqui nos ajudou o Senhor. Portanto, a Ele todo honra, glória e louvor.

Adriano Tenório de Souza é pastor Ajudante da IMC

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