Destaque do Mês
O LOUVOR QUE EDIFICA
E O LOUVOR MERCADO Apesar do louvor conquistar cada
vez mais importância em nosso meio, muitos ainda vêem o evangélico como mercado
consumidor de música sem
inspiração divina
Estar na presença de Deus significa ser incondicional em Sua Obra,
mesmo que isso traga dores profundas e desconforto, físico ou financeiro. Louvar a Deus
significa muito mais. Significa arcar com provações e momentos difíceis. A música tem
um papel importante na conversão do homem, por isso é a rota preferida para ataques do
inimigo.
Certo homem entrou sedento em uma igreja e ouviu, estupefato, os belos
hinos cantados pelos diversos grupos daquela noite. De seus olhos escorriam lágrimas cada
vez que um grupo louvava. Ao final do culto, o homem não resistiu e foi à frente e se
entregou ao Senhor, com alegria. Esse fato é verídico e ilustra muito bem o papel
fundamental do louvor na igreja. Se a música pode trazer edificação e conversão,
também pode trazer vergonha e escândalo para o evangelho, caso o homem saia da rota que
Deus lhe estabeleceu.
Não há um selo que nos identifique dos que brincam na obra de Deus,
porém, muitos não mostram um comportamento que caracteriza um cristão compromissado com
Deus.
Um bom exemplo do que é viver na dependência de Deus, é o cantor
Marcos Resende. Além de ser um cantor dedicado ao seu ministério, está totalmente
integrado à igreja, juntamente com sua família.
Marcos relata que tem tido experiências profundas com Deus, que o tem
sustentado em tudo. Segundo ele, existem dois tipos de cantores: o que tem boa voz e tem
recursos para gravar, e o que Deus chama para o ministério. Este último é muito provado
para ter o caráter moldado em Cristo, passa por momentos difíceis, mas vence, pois Deus
se compromete com ele em tudo, dando-lhe o sustento.
"Quando o cantor tem uma gravadora, esta se incumbe de divulgar o
trabalho, assim fica mais fácil. Mas quando o cantor precisa buscar recursos, aí as
dificuldades começam", disse, acrescentando que não se deve usar, de maneira
alguma, a Igreja como mercado.
Para Resende, a música não é hobby nem mercado, pois Deus conta com os cantores para
agir no coração dos pecadores, os libertando e abençoando. "Devemos ter este
objetivo e esta visão, jamais usaria a música como meio de vida ou hobby",
observou, citando Mateus 6:33. "Seguimos em frente pois nosso compromisso é com
Deus", finalizou.
O LOUVOR é um GRANDE
ministério
Muitos dos cantores, além de louvar, são ótimos
pregadores. A cantora Ludmila Febber sempre prega em suas apresentações e prende a
atenção do público até o final do sermão. No ano passado, o cantor Júnior fez um
relato tão emocionante sobre Moçambique, que a igreja onde se apresentava, ficou muitos
minutos debaixo da ação do Espírito Santo. Um verdadeiro pentecoste aconteceu na noite
de 22 de julho de 2000.
Contrariando o Evangelho
Uma atração muito conhecida e
solicitadas nos shows "gospel", atrai multidões de jovens, entretanto, algo
estranho pode ser observado em suas apresentações. Para quem ouve o som hip hop do
artista, que é auxiliado por um técnico de mixagem para "soltar o som", talvez
não perceba que os discos usados para fazer a mixagem de fundo vão muito além do que os
servos de Deus libertos estão acostumados a ouvir.
Para quem já ouviu seus pastores condenarem, nos púlpitos das
igrejas, músicas que enalteçam o nome de Satanás, volta para casa sem sequer imaginar
que as mixagens dos CDs são feitas com discos vinil de artistas como Metallica, Michael
Jackson e outros mais. Uma das músicas termina com a risada demoníaca da música tema de
"Triller", de Michael Jackson, algo que, outrora, até para os mais
"corajosos" já causou medo, mesmo assim, o show parece um grande espetáculo
gospel.
O mais
curioso é que os jovens contradizem o que dizem no palco, quando pregam o amor e a
libertação, e não se intimidam em mandar o público calar a boca no momento de uma
pequena confusão.
Ex-grupo
gospel FAZ CHACOTA
COM EVANGÉLICOS
Reprodução
da entrevista da Banda Catedral dada ao site Usina do Som
"A igreja é uma merda!"
A frase foi dita de boca cheia por Kim (em entrevista ao site Usina do Som,
www.usinadosom.com.br), vocalista do Catedral, aquela banda que depois de 10 anos
trilhando o promissor caminho do "rock cristão", fazendo fãs como uma
imitação "gospel" da Legião Urbana, virou pop/rock "secular" e
(surpresa!) está fazendo fãs como uma imitação viva da Legião Urbana. Agora, com o
lançamento de seu novo disco, Mais Do Que Imaginei, o quarteto carioca assina em baixo de
uma das últimas declarações de Renato Russo - a de que o rock-gospel é deprimente - e
afunda o passado na lama. "Era um segmento podre mesmo".
A carreira do Catedral começou no final dos anos 80, com a reunião
dos irmãos Kim, Cézar e Júlio, mais o amigo Guilherme. Eram todos evangélicos, e a
guinada pelo circuito religioso foi tão natural quanto obrigatória para os músicos em
início de carreira. "Não demorou para construirmos um nome", diz o baixista
Júlio. Alguns anos no meio deram uma certeza ao grupo, que sempre procurou fazer letras
com mensagens críticas à vida moderna, sociedade e religião: aquele nicho de mercado -
igrejas, gravadoras e público fiel, literalmente - era fácil demais e frustrante
demais. "A partir de 1995, começamos e ficar saturados daquela coisa toda",
revela Kim. "Aquele universo era limitado demais". Como a situação era
cômoda financeiramente, a banda se manteve até 1998 sob o estigma do "som gospel"
- mas sempre abusando do sarcasmo com seu próprio público. "Passamos a criticar
descaradamente a religião. E o gozado é que ninguém se dava conta. O público
continuava na eterna louvação", fala Kim. Para exemplificar o caso, o cantor
cita músicas antigas como "Pedro Zé Nordestino" (que fala do desprezo da
igreja por um retirante sem-teto), "Fingir" (libelo contra os dogmas sagrados) e
"A Revolução" (com verso que diz "não vamos mais construir templos
ricos"). "Quando mudamos nosso estilo, perdemos muito deste público
fanatizado. E, na verdade, ele não faz a menor falta. São pessoas que não passam
nada", detona o cantor.
Ele continua: "nossa postura sempre foi de crítica social mesmo. E
grande parte dos evangélicos só quer saber de adoração. A música acaba se
tornando um instrumento para dominação". Dissociados do circuito eclesiástico
desde 1999 (quando assinaram com a gravadora Continental), os Che Guevara do movimento
gospel só querem agora saber de tocar no rádio. O disco passado do Catedral, Para Todo
Mundo, vendeu 70 mil cópias, mas foi barrado em muitas FMs devido ao passado religioso do
grupo. "Em São Paulo, por exemplo, somente duas emissoras tocaram nosso som",
destaca o vocalista/líder, acrescentando que a troca de estilo foi algo "bastante
arriscado, para um grupo que ganhava muito dinheiro e tinha uma carreira estabelecida.
(...)
"O CD saiu agora e já vendemos 30 mil cópias. A situação está mudando,
graças a Deus", comemora Kim. Ops... "Graças a Deus"? "Na
verdade eu continuo protestante. Mas, como a maioria dos católicos do Brasil, não vou
à igreja nunca", orgulha-se. Longe dos templos, e com tantos ataques à
comunidade religiosa, o Catedral não teme as chamas do inferno, como todo bom roqueiro.
"É, lá deve ser quentinho e divertido mesmo".
Gravadora LAMENTOU O FATO
Em nota divulgada, a MK Publicitá,
gravadora da banda até 99, disse que acreditou que a banda Catedral fizesse parte do povo
de Deus e, por isso, colocou sua credibilidade em seus CD´s. Manteve os títulos em
catálogo mesmo após a rescisão contratual por crer que seus componentes continuavam na
igreja e tinham apenas feito uma opção de expandir o seu ministério. Após as
declarações comprovadas feitas na reportagem, tomou a iniciativa de não mais vender
nenhum produto da banda. Segundo a MK, são pessoas que envergonham o nome dos
evangélicos e das Igrejas de Jesus Cristo.
A gravadora lamentou profundamente o episódio com a
banda e conclamou os evangélicos a orarem pelos componentes. Só Deus tem o direito de
julgar e emitir juízo, por isso, se eximiram de quaisquer comentários sobre a banda e
seus componentes, dizendo que todos nós daremos conta a Deus de tudo que falamos e
fazemos.
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