No mês dedicado às mulheres, a vida de sofrimento das afegãs,
praticantes do islamismo. A maneira com que as mulheres são
tratadas sob o jugo da visão islâmica.
No mês em que se reserva um dia es-pecial às mulheres - 8 de março -
há que se orar contra a maneira com que as mulheres são tratadas sob o jugo da visão
islâmica, que impõe regras ditatoriais de submissão e terror. Deve-se orar para que as
mulheres dos países islâmicos sejam libertas da opressão impostas pela lei do
islamismo, o que se poderá acontecer por meio da Salvação de Jesus. A prova de que o
amor de Cristo, aos poucos, começa a quebrar as barreiras impostas pelo Alcorão, é o
fato do crescimento da discussão do tratamento das mulheres dentro dos próprios povos
islâmicos.
De todo o universo islâmico poucos temas atraem tanto a atenção do mundo como a
posição em que as mulheres são colocadas. Poucos também são os assuntos que geram
tanta paixão e escândalo, inclusive entre os próprios muçulmanos. A sociedade mundial,
independente de seu credo, raça ou religião, tem sua posição tomada, mas a
objetividade é escassa.
É inegável que a "lei santa" do Islã pareça afirmar abertamente a
superioridade do homem sobre a mulher. Um homem pode casar-se com quatro mulheres ao mesmo
tempo; mas, se uma mulher toma simultaneamente mais de um homem, comete adultério e está
sujeita às penas mais severas, segundo eles, "neste e no outro mundo". Um homem
pode casar-se com uma mulher não muçulmana sem lhe exigir que se converta ao Islã,
enquanto uma mulher só pode fazê-lo com um homem muçulmano.
Além disso, a participação do homem na herança é duas vezes superior à da mulher, e
o seu testemunho no tribunal tem o dobro do valor do testemunho dela. Um bom exemplo
descrito no livro sagrado dos muçulmanos, é o que estabelece que todas as mulheres devem
estar enclausuradas em um harém ou que devem cobrir-se com o véu, da cabeça aos pés,
quando saem de casa. Coisas que assustariam qualquer audiência da novela da Globo, mera
caricatura sobre o regime de opressão pelo que passa a mulher.
0 harém e o véu, assim como a subordinação que sugerem, chegaram a ser o sinal
distintivo das mulheres muçulmanas entre a maior parte - embora não em todos - dos povos
islâmicos do mundo.
A 'vida' das mulheres afegãs
A questão dos costumes e comportamentos "ditados" pelo Alcorão, o Livro
Sagrado dos muçulmanos, está mais intimamente ligada à questão interpretativa do que
propriamente ao estabelecimento de regras. Em países islâmicos mais ricos como Arábia
Saudita e Irã, as mulheres cada vez mais ganham papéis de destaque na sociedade.
Logicamente, esse "destaque" tem pouca representatividade na óptica ocidental.
Ao contrário dos países muçulmanos mais desenvolvidos, que convivem relativamente em
harmonia com as novas vertentes de interpretação do Livro - desde que não representem
uma ameaça concreta aos seus costumes -, os países mais pobres abominam qualquer tipo de
influência ocidental. (MM)
A liberdade bíblica
Deus estabelece em vários textos bíblicos o respeito com que se deve tratar a mulher e,
acima de tudo, estabelece a co-igualdade entre homem e mulher. Já disse Deus que
"não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma AUXILIADORA que lhe seja idônea.
E mais: "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une a sua mulher, tornando-se os
dois UMA só carne.
A aliança abençoada por Deus no ato simbólico do casamento é outra prova entre a
igualdade entre homens e mulheres. O casamento é uma instituição que foi Criada e
elaborada por Deus. Os cristãos devem dignificar a Obra de Deus, mantendo o compromisso
santo, a aliança que une o homem e a mulher em sagrado matrimônio.
Esse sentido de co-igualdade faz-nos refletir, ao contrário da interpretação imposta
pelo Alcorão, que a mulher foi feita de uma costela tirada ao lado do homem, para ser
igual a ele, debaixo de seu braço para ser protegida, e perto de seu coração para ser
amada.
Regulamentação do terror
Calcados nas "leis"
impostas por uma interpretação ultraradical do Alcorão, o Talibã tenta justificar os
crimes praticados contra a moral e a cidadania das mulheres afegãs. Uma rápida listagem,
que aponta alguns itens impostos pelas regras de conduta das afegãs, mostra uma pequena
parte da "vida" dessas mulheres sem, contudo, expor profundamente o processo de
humilhação, sofrimento e privações a que são submetidas.
O Talibã declara a ilegalidade de manter-se animais presos em gaiolas ou jaulas, enquanto
mantém suas mulheres em regime de semi-escravidão, entre as paredes de suas próprias
casas. Encontram-se nessas regras:
1. É absolutamente proibido às mulheres qualquer tipo de trabalho fora
de casa, incluindo professoras, médicas, enfermeiras, engenheiras etc.
2. É proibido às mulheres andar nas ruas sem a companhia de um homem
(pai, irmão ou marido).
3. É proibido falar com vendedores homens.
4. É proibido ser tratada por médicos homens.
5. É proibido o estudo em escolas, universidades ou qualquer outra
instituição educacional.
6. É obrigado o uso do véu completo (burqa) que cobre a mulher dos pés
à cabeça.
7. É permitido chicotear, bater ou agredir verbalmente as mulheres que
não estiverem usando as roupas adequadas (burqa) ou que estejam agindo em discordância
com o que o Talibã quer, ou ainda que esteja sem seu acompanhante.
8. É permitido chicotear mulheres em público se não estiverem com seus
calcanhares cobertos.
9. É permitido jogar pedras, publicamente, em mulheres que tenham tido
sexo fora do casamento.
10. É proibido qualquer tipo de maquiagem ( muitas mulheres tiveram seus
dedos cortados por pintar as unhas).
11. É proibido falar ou apertar as mãos de estranhos.
12. É proibido à mulher rir alto (nenhum estranho pode sequer ouvir a
voz da mulher).
13. É proibido usar saltos altos que possam produzir sons enquanto
andam, já que é proibido a qualquer homem ouvir os passos de uma mulher.
14. A mulher não pode usar táxi sem a companhia de um homem.
15. É proibida a presença de mulheres em rádios, TVs ou qualquer outro
meio de comunicação.
16. É proibido às mulheres qualquer tipo de esporte ou mesmo entrar em
clubes e locais esportivos.
17. É proibido às mulheres andar de bicicleta ou motocicleta, mesmo com
seus acompanhantes.
18. é proibido o uso de roupas que sejam coloridas ou, em suas palavras,
"que tenham cores sexualmente atrativas".
19. É proibida a participação de mulheres em festividades.
20. As mulheres estão proibidas de lavar roupas nos rios ou locais
públicos.
21. Todos os lugares com a palavra "mulher" devem ser mudados,
por exemplo: "o jardim da mulher" deve passar a se chamar "jardim da
primavera".
22. As mulheres são proibidas de aparecerem nas varandas de suas casas.
23. Todas as janelas devem ser pintadas de modo que as mulheres não
serem vistas dentro de casa por quem estiver fora.
24. Os alfaiates são proibidos de costurar roupas para mulheres.
25. Mulheres são proibidas de usar os banheiros públicos.
26. Ônibus públicos são divididos em dois tipos, para homens e
mulheres. Os dois não podem viajar em um mesmo ônibus
27. É proibido o uso de calças compridas mesmo debaixo do véu.
28. Mulheres não podem se deixar fotografar ou filmar. E fotos de
mulheres não podem ser impressas em jornais, livros ou revistas, ou penduradas em casas e
lojas.
29. O testemunho de uma mulher vale a metade que o testemunho masculino,
a mulher não pode recorrer à corte diretamente - isso tem que ser feito por um membro
masculino da sua família.
30. É proibido às mulheres cantar ou ouvir música, além de assistir
filmes, TV, ou vídeo. (MM)
Argumentos de defesa
Alguns apologistas do islamismo defendem a posição quanto ao trato da mulher,
referindo-se, historicamente, ao papel que o Islã desempenhou melhorando, segundo eles, a
posição das mulheres na Arábia do século VII e acreditando na igualdade espiritual das
mulheres e dos homens que o Alcorão sublinha.
Além disso, o marido tem o compromisso específico diante de Deus de cuidar da sua
mulher: "Assegurai-vos de que as vossas esposas sejam bem tratadas", exorta o
profeta aos seus fiéis no sermão de despedida. "Na verdade elas são vossas por
concessão de Deus, e pela palavra de Deus é-vos permitido unir-vos a elas". Em
relação à inferioridade das mulheres, imposta pelos costumes e pela lei, os defensores
da "lei santa" negam que exista qualquer inferioridade efetiva, mas um mero
reconhecimento dos distintos papéis que os homens e as mulheres devem desempenhar.
À medida em que as mulheres estão enclausuradas, é porque necessitam de proteção nas
suas funções de esposas e de mães. Se herdam só metade do que os seus irmãos, é uma
maneira de recordar que o marido assume por completo o cuidar da família, enquanto as
mulheres podem utilizar os seus próprios recursos no que bem quiserem. (MM)...
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