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Tabernáculo | novembro de 2002.. |
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Provas
arqueológicas
Pastor Marcos Schmidt
Anotícia que correu o mundo sobre uma possível prova arqueológica da existência de Jesus não
deveria entusiasmar muito os que acreditam mesmo sem provas. A urna mortuária de 2 mil anos com
as inscrições Tiago, filho de José, irmão de Jesus pode até ser a primeira
descoberta arqueológica a comprovar as referências bíblicas sobre Jesus derrubando assim uma
matéria da revista Super Interessante, edição julho 2002, que ironicamente desqualificou a
veracidade das Sagradas Escrituras pela inexistência de provas arqueológicas. Mas não é sem
motivo que a ciência humana nunca encontrou e quem sabe nunca encontrará evidências conclusivas
da existência de Jesus e de tudo o que diz respeito as coisas de Deus. Um dos motivos foi Jesus
mesmo quem revelou ao contar a passagem do rico e de Lázaro, quando no inferno o ganancioso rico
pede para Abraão enviar provas para seus irmãos na terra a fim de que não seguissem o mesmo
caminho: Mas Abraão respondeu: os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos
Profetas para os avisar. Diz o texto que o rico insistiu: só isto não basta ...
porém se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados.
Mas Abraão respondeu: se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que
alguém ressuscite (Lucas 16). Ao Jesus dizer Moisés e os profetas refere-se à
Bíblia e sublinha uma verdade mais tarde dirigida ao céptico Tomé: Felizes são os que
não viram, mas assim mesmo creram (João 20.29).
Está mais do que evidente que Deus de propósito deixou a humanidade sem qualquer registro
histórico da existência de Jesus além daquele revelado na Bíblia. Enquanto que a arqueologia
comprova a existência de importantes personagens da história humana, o Filho de Deus só tem as
Sagradas Escrituras para avalizar sua vida e obra. Imaginem se Jesus tivesse nascido da virgem
Maria nestes tempos modernos quando tudo é registrado? No entanto, quando chegou o tempo
certo, Deus enviou o seu próprio filho (Gálatas 4.4), um tempo certo sem máquinas
fotográficas e câmaras de televisão.
Se a fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem
coisas que não podemos ver (Hebreus 11.1) e se o Jesus monopolizado pela Bíblia afirmou
categoricamente que quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será
condenado (Marcos 16.16), então é tempo perdido todo o esforço dos arqueólogos e
cientistas para desvendar os mistérios da Bíblia e comprovar sua veracidade histórica. Se as
provas ajudassem no propósito do Evangelho, Jesus diria: vão e procurem provas
arqueológicas. Mas disse apenas: Vão pelo mundo inteiro e anunciem o Evangelho a
todas as pessoas (Marcos 16.15).
Num mundo que precisa ver para crer, pois a mente deste povo está fechada; eles taparam os
ouvidos e fecharam os olhos (Mateus 13.15), onde até muitas igrejas cristãs
roubam a exclusividade da Bíblia levando as pessoas a crerem (falsamente) por meio de pretensos
milagres, visões e provas de prosperidade, Deus continuará escondendo dos olhos, ouvidos e
entendimento humanos qualquer prova, para que unicamente através da fé Jesus e o céu sejam
desvendados. Ou como dizem as Escrituras: o que ninguém nunca viu nem ouviu, e o que jamais
alguém pensou que podia acontecer, foi isso o que Deus preparou para aqueles que o amam (1
Coríntios 2.9). |
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