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Seraph
Nguenge
Um testemunho forte e emocionante
Quem nunca ouviu um testemunho de conversão impossível? Como
para Deus nada é impossível, algo pode acontecer até com um grande feiticeiro africano. É o
caso de Seraph Nguenge, ex-feiticeiro que roubou uma Bíblia do hotel no Rio de Janeiro e,
ironicamente, através do produto seu roubo, conheceu a Jesus.
Seraph Nguenge, ex-feiticeiro em uma cidade africana, foi o preletor do 2º Congresso de Missões
da Metodista Wesleyana do Boa Vista II, em Barra Mansa. Ele contou seu testemunho de conversão de
uma maneira muito extrovertida. Nguenge enfatizou que Deus quer verdadeiros adoradores e que o
vazio da alma tem o tamanho dEle e só Jesus pode preenchê-lo. Sem Jesus não se pode ser
plenamente feliz, enfatizou.
Testemunho - Seraph Nguenge foi arrancado do terreiro de macumba, na África, onde, segundo ele,
chamavam o chefe do terreiro de pai-de-santo. Ele foi tirado de lá pelo poder transformador de
Jesus Cristo, o Deus do impossível. Sua iniciação começou quando ainda garoto: rasparam sua
cabeça, talharam seu rosto, pernas e peito com cortes profundos e ainda lamberam seu sangue.
Chorando de dor, ali se estabelecia um pacto com o Diabo, uma aliança feita com o inferno. Ele
passou os anos seguintes atormentado pelos espíritos.
Seu pai herdou um terreiro de macumba e com isso se tornou um feiticeiro muito influente. Lá
faziam de tudo, rezavam por mortos, ossadas, beijavam e mordiam defuntos. Nguenge foi possuído
pela primeira vez nestas seções e lhe disseram que seu problema estava resolvido.
Um grande problema para sua família era o alcoolismo de seu pai. Nguenge afirmou que por trás
dos rótulos de bebidas, há uma legião de demônios enviados para destruir vidas.
Seu pai, com ambição de conquistar mais terras, fez um trágico sacrifício exigido pelo Diabo:
a vida de um dos 9 filhos filhos. Aprisionado pelo inimigo, assassinou um deles em nome de
riquezas. O sangue do menino foi aspergido pelas terras.
A mãe de Nguenge vivia deprimida por causa da conduta do marido alcoólatra. Apanhava do marido,
era xingada mas ela dizia que o amava. Certo dia ele a largou por outra mulher. A relação não
deu certo, e ele retornou para casa.
O pai, ao ouvir dizer que havia um santo de barro que resolvia problemas familiares, trouxe-o e
colocou-o em um oratório e, ao lado, garrafas de vinho. Nguenge começou a beber os vinhos e daí
surgiu outro boato que o santo bebia. Ele se aliou antão ao santo e bebia cada vez mais vinho.
Acabou viciando-se.
Com 8 anos de idade, sai e torna-se jogador de futebol. Conheceu uma galera que o apresentou às
drogas. Aprendeu a assaltar, foi preso por homicídio numa cela com bandidos perigosos vindos de
uma quadrilha de banco. Em 1982 foi preso pela última vez por assalto. Seus colegas foram presos
e mortos e ele entrou em desespero. Em uma noite, soldados entraram em sua cela e apontaram um
fuzil na sua cabeça dizendo que ele não sairia vivo dali, pois não havia mais conserto para
ele. Foi julgado, inocentado, mas atribuiu a vitória à macunba. Então se submeteu aos horrores
da macumba e aderiu à alta bruxaria. Em 1983, ao folhear uma revista com fotos do carnaval do
Brasil, planejou um assalto e, com o recurso, veio para o Brasil.
Quado garoto, sua mãe sempre dizia que quem lia a Bíblia ficava doido e que na igreja de
crentes, o espírito de aleluia pega você até morrer. Estas palavras, apesar de influenciar o
garoto, não o impediu de ter um encontro com Deus.
Chegando num hotel no Rio de Janeiro, viu um livro na cabeceira: era uma Bíblia. Apesar de ter se
lembrado do que sua mãe dissera sobre o livro, começou a lê-la. De tanto ler roubou-a e passou
a tê-la como parte da sua vida.
Certo dia, viu crentes evagelizando numa praça e convidando os pecadores a se arrependerem pois
Jesus está voltando. Ele pensou: São os crentes doidos. Ao se aproximar, um deles
disse: arrependa senão vai para o inferno. Nguenge, então, passou a agredí-lo e a
chamá-lo de racista. Aquele crente contou seu testemunho, relatando sua vida de crimes, de
homicídios e hoje confessa Jesus como seu salvador. Esse forte relato tocou o coração de
Nguenge que achava, até então, não ter sido superado na vida de crimes.
Foi convidado a participar de um culto poder, mas sempre lembrava das palavras de sua mãe. Apesar
disso, viajou 40 km até Bangu, onde entrou na Assembléia de Deus. Pela primeira vez teve contato
com o Espírito de aleluia, mas ele dizia para si mesmo: tu não me pega. Os irmãos gritavam
Manda fogo, e ele tentou ir embora. O pastor, apontando para ele, disse palavras da
sua vida para toda a igreja, mas Nguenge nunca contara sua vida a ninguém em 19 anos.
Naquela noite reconheceu que era um pecador e cedeu ao poder transformador de Jesus Cristo. Um
ex-feiticeiro abria caminho para a transformação. Voltou para casa na África, encontrou o pai
triste, pois o santo parou de beber desde que Nguenge fora embora. Disse aos pais:
Pai, mãe, conheci um santo que não é preciso limpá-lo, protegê-lo ou carregá-lo pois
ele faz isso por mim, seu nome é Jesus, Senhor dos exércitos. Logo sua família seria atingida
pelo poder de Deus. Hoje Nguenge tem prazer em dizer Eu e minha casa servimos ao Senhor dos
exércitos.
Nguenge visitou vários países contando seu testemunho e há 18 anos convive com o espírito de
aleluia. Ele fundou o Projeto África para levantar recursos para evangelizar a África.
Contato:
Seraph Nguenge
Endereço: Rua Guajajaras, 1470 - Sala 1206 - Belo Horizonte - MG
Tels.: (31) 3292-1260 - 3441-9577 - Celular: (31) 9977-1596
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