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Nós somos
ganhadores de alma
A afirmação é de Carlos Lenio Gripp, pastor da Igreja Congregacional do bairro Santo Agostinho,
em Volta Redonda, ao falar sobre a posição da igreja na evangelização. O 3º pré congresso de
missões, realizado de 25 a 27 de outubro, tratou de um dos temas mais discutidos nas igrejas do
Brasil: missões.
Fotos: Luiz Alberto

Pastor Carlos Lenio Gripp

Pastor Santos Rodrigues
Desde sua fundação, há 14 anos, a denominação se caracteriza por
apoiar e investir na obra missionária. Hoje ela está presente no Equador, no Peru e se prepara
para entrar na Colômbia.
- Nós nos acostumamos a fazer eventos locais mas estamos fazendo a igreja se preocupar com
missões externamente. O objetivo do pré-congreso é conscientizá-la de que ela precisa investir
em missões, tanto financeiramente, quanto nas orações e enviando missionários também. Nos
dois anos anteriores, conseguimos mudar muito este perfil. Aprendemos que quando não temos um
coração missionário, estamos minúsculos e raquíticos diante de Deus. Missões está no
coração de Deus e precisa estar no coração do pastor e da Igreja - disse o pastor
Carlos.
No sábado foi realizada uma caminhada de grupos que foram às casas evangelizar. No domingo à
tarde, foi realizado o culto de encerramento na praça.

PREGAÇÃO - O evento contou com a participação do
pastor Santos Rodrigues, que mostrou dados atualizados sobre o tamanho do corpo missionário e o
tamanho do mundo. Segundo ele, hoje há 6 missionários para cada 960 mil pessoas das regiões
tribais, budistas, hindus, muçulmanos e chineses. O pastor conclamou a igreja a trabalhar para
aumentar esta proporção.
Dos 6 bilhões de pessoas no mundo, quase 70% não foram alcançados ainda e estão completamente
fora dos caminhos de Jesus. Hoje existem cerca de 270 mil missionários para os 3,4 bilhões de
pessoas com acesso ao evangelho, mas apenas 15 mil trabalham com os cerca de 8.500 povos não
alcançados que totalizam 2,4 bilhões. Cada missionário para 160 mil pessoas. Aqui no Brasil,
há pastores que ministram para 30 fiéis ou menos, uma grande diferença que deve ser considerada
na hora de lidar com missões.
- Não basta somente realizar seminários, é preciso ir - pregou o pastor Santos.
Os missionários lituanos, nos tempos da cortina de ferro, usavam bíblias feitas com material
especial à prova de água, areia e até fogo. Quando os soldados entravam nas casas dos
cristãos, eles a mergulhavam na panela de sopa, na areia e quando conseguiam pegá-la, não
conseguiam destruí-la. Estamos em um país onde podemos até imprimir Bíblia. Na Bolívia o povo
vive oprimido, enquanto no Brasil encontramos igrejas abertas 24 horas.
No islamismo, a oração (Salat) é um dos 5 pilares da religião que mais cresce no mundo. Os
muçulmanos oram 5 vezes ao dia todos os dias, enquanto nós, em muitas das vezes não dedicamos
tempo para orar alguns minutos.
Santos também aconselhou a igreja a ser cada vez mais santa e se posicionar firmemente em seus
propósitos divinos.
- Nossas vestes são brancas. Por isso, quando erramos, logo apontam o dedo e perguntam:
você não é crente? Este é um preço que devemos pagar para recebermos a coroa da vida e viver
eternamente com Jesus nos céus. Hoje a igreja é cheia de esquemas enquanto o Senhor
da Igreja (Jesus) está totalmente fora destes esquemas - pregou. |